O clássico, o artilheiro e o trapalhão

O clássico, o artilheiro e o trapalhão

Recadastramento do newsletter do blog

Olá, estou começando um processo de atualização da lista que recebe as novidades do blog por e-mail. Se você deseja receber ou continuar recebendo, clique aqui e confirme seu cadastro. Obrigado!

Domingo, 12 de fevereiro de 2012. O Vasco pisava no gramado do Engenhão para o primeiro clássico do ano contra o Fluminense, vindo de uma derrota na estréia da Libertadores, enquanto que o adversário vinha de vitória no mesmo torneio.

Durante a semana, o treinador vascaíno Cristóvão Borges anunciou uma possível mudança para este jogo, colocando Renato Silva no lugar de Juninho e jogando com 3 zagueiros. Cabelos em pé! Mas, na hora do jogo, o treinador anunciou a escalação sem Renato Silva. Alívio! Mesmo assim, não poderia deixar de inventar uma coisinha de última hora. Cristóvão tirou Juninho (poupado) e Eduardo Costa (opção tática) para colocar Chaparro e Bernardo, que reclamara de não ter jogado contra o Nacional. Felipe atuaria como segundo homem de meio de campo, Bernardo atuaria mais centralizado e Chaparro faria a ala direita com Fagner.

Um minuto de silêncio em memória ao menino da base que faleceu durante a semana.

Quando a bola rolou, a mudança do treinador parecia surtir efeito. Com apenas 2 minutos, Bernardo e Alecsandro já tinha exigido de Diego Cavalieri duas defesas difíceis. Aí o esquema mostrou sua fragilidade. Deco e Thiago Neves tabelaram, Rodolfo saiu inexplicavelmente do seu lugar na zaga e deixou um buraco, pela esquerda da área vascaína. Thiago Neves entrou livre e fuzilou Fernando Prass, logo aos 6 minutos, para fazer Fluminense 1×0.

Aconteceu com as duas equipes o mesmo que já ocorrera no meio da semana. O Fluminense conseguiu um gol no início e trancou seus jogadores no campo de defesa e o Vasco se desesperou. Bernardo não justificou sua raiva por não jogar e sumiu de campo; Chaparro não conseguia conectar jogadas pela direita com Fagner; o ataque não produzia… nada dava certo.

Veio o segundo tempo e Cristóvão fez uma mudança, tirando Chaparro e colocando William Barbio. Diego Souza recuaria para o meio de campo e tentaria ajudar Bernardo e Felipe na armação. Mas as coisas não mudaram muito. Com o Fluminense inteiramente recuado para sair em contra-ataques, o Vasco se limitava a tocar a bola no campo de defesa entre Dedé e Rodolfo até um deles tentar um lançamento longo, que nunca achava ninguém.

Mas de tanto praticar, eles conseguiram. Aos 14 minutos, Rodolfo lançou uma bola para Fagner na direita, o lateral cruzou no primeiro pau e Alecsandro se antecipou ao goleiro para mandar para o fundo das redes: 1×1.

O título desta postagem fala de um trapalhão. A julgar pela invenção tática, poder-se-ia pensar que se trata do treinador do Vasco, mas não. Estou falando do árbitro, Antonio Frederico de Carvalho Schneider. Confuso, invertendo faltas, não vendo a bola sair e intimidando jogadores. Primeiro foi Felipe, quem levou um cartão amarelo por reclamar de uma falta invertida. Depois foi Fred, que apitava o jogo desde o início. O juiz foi perdendo o pulso da partida e acirrando os ânimos.

Mas não foi o fundamental para o resultado final. O gol do Vasco fez o Fluminense sair para o jogo, o que fez também o futebol do Vasco aparecer. O segundo gol só não saiu aos 22 minutos porque Diego Cavalieri fez um milagre. Diego Souza chutou cruzado e Alecsandro completou para o gol de dentro da pequena área, mas o goleiro tricolor tirou com a ponta dos dedos, em cima da linha.

Para nossa sorte, Abel Braga também deu sua contribuição, ao tirar o melhor jogador do Fluminense (Deco) e colocar um inoperante (Wagner). O Fluminense perdeu meio campo e Felipe começou a aparecer mais no ataque, assim como Fagner.

Pois 10 minutos após a mudança de Abel, o Vasco conseguiu um escanteio. Bernardo cobrou na primeira trave e Alecsandro apareceu de surpresa, para mandar de cabeça para o fundo das redes, aos 33 minutos, Vasco 2×1.

Abel começou a colocar atacantes e o Fluminense partiu desesperado para o ataque, enquanto Cristóvão sacou Diego Souza para colocar Eduardo Costa. Acontece que o Fluminense estava nervoso e ficava mais enlouquecido cada vez que o árbitro errava. Em um chute do Fluminense, a bola desviou claramente no defensor vascaíno e saiu, mas o juiz viu tiro de meta. Pouco depois, Carlinhos sofreu pênalti de Fagner e o juiz mandou seguir. Os jogadores se desesperavam e o juiz premiava-os com belos cartões, na cor amarela. Porém, a cor iria mudar em breve, quando Edinho e Fred fizeram falta mais violentas. Os dois foram expulsos, deixando o tricolor com 9 jogadores.

Aí Cristóvão parou o jogo novamente, tirando o apagadíssimo Bernardo e colocando Felippe Titular Absoluto Bastos. Desta vez a substituição surtiu efeito, Felippe Bastos entrou bem e tocou a bola com inteligência, esperando o jogo acabar enquanto a torcida gritava olé. Desse tipo de coreografia eu gosto…

O Vasco é o único com 100% de aproveitamento e está classificado para as semifinais da Taça Guanabara, enquanto que ao Fluminense só resta reclamar da arbitragem. Eles foram prejudicados sim, mas não perderam o jogo por isso.

Aqui para vocês, ó!

Alecsandro foi o grande destaque. Se posicionando melhor, os gols vão surgindo (já são 6 em 6 jogos). Ele mesmo assumiu que o treinador lhe convenceu de que devia ficar dentro da área e se aproximar da bola, ao invés de correr para longe. Também podemos tirar de positivo o retorno de Fagner. Por outro lado, Bernardo esperneou, fez bico e, quando teve a chance, não aproveitou. Mostrou que é jogador de segundo tempo mesmo. O Vasco volta a campo nesta quarta-feira, às 19:30h, para enfrentar o Volta Redonda. Cristóvão já admite poupar titulares.

Comente:

  • Ricardo silveira

    Esse é meu advogado delicia favorito!

Receba por e-mail

Seu e-mail



Sobre o blogueiro: vasco

vasco
João Guterres é vascaíno. Só isso basta.

Todos os blogs

Publicidade