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Desde o domingo, após o jogo entre Kashiwa Reysol X Monterrey, eu comecei a ficar nervoso. Segunda e ontem os dias não passavam para mim e me sentia agoniado o tempo todo, e o reflexo disso veio nesta madrugada, onde rolei na cama mais do que barril nas cataratas do Niágara e levantei às 6:30h como se fosse eu um dos atletas do time.
Comentei ontem com os amigos do Passa Bola que, na minha opinião, a parte mais difícil deste torneio seria os 15 primeiros minutos contra o Kashiwa, era a estréia do time em um torneio importantíssimo e a tensão sempre acaba prejudicando, os jogadores mais experiente e com personalidade forte precisam chamar a responsabilidade da partida e esfriar os ânimos.
O Santos começou nervoso, mas tocando bem a bola, o “desconhecido” Neymar, como a imprensa “oropéia” gostou de frisar nesses dias, queria jogo e logo no início, em uma falha da defesa, o menino chutou uma bola na trave. Dribles desconcertantes, fintas espetaculares, filas maiores que as do INSS iam ficando para trás quando ele arrancava com a bola em direção ao gol e, em um lance mágico, Neymar abre o placar de pé esquerdo, de fora da área, em um local onde o melhor goleiro do mundo não alcançaria.
O time terminou o 1º tempo nitidamente tirando o pé e se poupando, parecia que o jogo já estava definido.
No segundo tempo o Santos começou cadenciando o jogo e mantendo a posse de bola, logo no início o lateral Danilo perdeu um gol cara a cara com o goleiro. O Kashiwa tinha UMA jogada que todos nós conhecemos, a bola parada do meia Jorge Wágner e, em uma cobrança de escanteio, o pequeno lateral Sakai, nas costas do volante Henrique, sobe de cabeça e desconta para o time japonês.
Após o gol sofrido o time do Santos sentiu o baque e ficou apático em campo, o Kashiwa começou a dominar o jogo e, o técnico Muricy, tardiamente, tirou o meia Elano e colocou em campo o atacante Alan Kardec. Após a substituição voltamos a dominar o jogo e em uma cobrança de falta perfeita, Danilo amplia e tira a pressão das costas do Santos.
Mas, jogo em seguida voltamos a recuar e o meia Íbson, que não havia me agradado em nada até agora, entra no lugar do Borges, voltamos a ter 4 jogadores no meio campo, mas, queimando minha língua, Ibson entra bem na partida, toca bem a bola, aparece mais para receber e dar opção de passe e, em poucos minutos faz mais que o meia Elano, não que isso seja impossível, mas é o Íbson, gente.
A tensão volta a tomar conta da partida até o apito final, onde por alguns segundo voltei a respirar aliviado, mas logo o nervoso voltou a me dominar, domingo é a final e amanhã conhecemos nosso adversário. Não, eu não vou dar certeza que é o Barcelona, futebol é resolvido dentro de campo.
Domingo é nosso último jogo do ano, o mais importante da temporada, lógico. Hoje passamos por um adversário que nos marcou demais e tentou fazer de tudo para tirar nosso espaço em campo, pecamos algumas vezes com alguns “apagões” durante a partida, se nosso adversário for o Barcelona, isso não poderá acontecer.
O Barça é uma equipe altamente técnica e não marca como os japoneses, eles jogam e deixam jogar, creio que se por acaso confirme os 2 clubes na final de domingo, será um dos jogos mais lindos dos últimos anos, mas precisamos estar 100% concentrados.
E eu acredito, sem demagogia ou clubismo, eu acredito de verdade.
















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