A euforia, o otimismo e os pés no chão
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Olá, estou começando um processo de atualização da lista que recebe as novidades do blog por e-mail. Se você deseja receber ou continuar recebendo, clique aqui e confirme seu cadastro. Obrigado!Analisando a média de pontos do quarto classificado à elite desde que a Série B passou a ser disputada no sistema de pontos corridos, verificamos que com 64 pontos o acesso é certo. Levando em conta as campanhas dos que lutam pela vaga na elite e a tabela de cada um deles, repleta de confrontos diretos, não me espanta nada que nesta temporada o último classificado não alcance sequer a pontuação que a Lusa já tem. Porém, como a matemática é uma ciência exata, é sempre bom dar uma folga para possíveis imprevistos. E é isso que a Portuguesa fez durante todo o campeonato. Uma campanha, até então, brilhante que a fez se distanciar demais dos adversários. A Rubro-Verde, agora, colhe os frutos da famosa “gordura” que adquiriu durante esta campanha.

Se vencer o Vitória na próxima terça-feira (18), às 20h30 no Canindé, a Portuguesa já estará na Série A. Seja matematica ou estatisticamente. Com mais três vitórias, a taça de campeão dificilmente terá outro destino que não o Canindé. Na realidade, acredito que com 70 pontos o título é garantido. O elenco, a comissão técnica e a própria torcida têm ciência de que tudo isto é completamente plausível e não é preciso afobação neste momento. A tranquilidade e serenidade que marcaram a campanha rubro-verde até aqui têm de ser as mesmas para essas rodadas finais. A euforia pela iminência do acesso e do título bem como o nervosismo nessas rodadas finais para conquistá-los têm de passar longe do Canindé. Jorginho, um dos grandes responsáveis por esssa campanha, sabe muito bem disso.
O discurso do treinador na entrevista coletiva após o último empate me agradou muito. Aliás, Jorginho é sempre muito feliz em suas declarações, na maneira como se posiciona a respeito do futebol da Portuguesa. Ao mesmo tempo em que o treinador nunca está contente com o desempenho de seus atletas, sempre exigindo mais e melhor, sabe o momento certo de passar a mão na cabeça de seus jogadores, bem como trazê-los de volta à realidade. Não é porque a Lusa está próxima do acesso e do título e porque a torcida vem apoiando o time, tanto jogando bem quanto jogando mal, que os jogadores podem relaxar. Até que o objetivo seja alcançado, há que se deixar de lado qualquer salto alto ou sensação de que já ganhou. Humildade, respeito e suor não farão mal a uma equipe que assim se portou durante toda a competição.

A euforia cabe apenas aos torcedores, não pode extrapolar os limites do alambrado. No caso da Portuguesa, tradicionalmente, a própria torcida se mostra difícil de ser atraída pela euforia. O que se ressalva nos torcedores, neste ano, é a total mudança de postura. Uma sinergia que a tempos não se via no Canindé. Com um bom ou um mal futebol, a torcida segue apoiando da mesma maneira sempre. Não deixa a peteca cair e faz a sua parte. Os próprios pessimistas e até os mais críticos – que alguns apelidam de corneteiros – estão diferentes neste ano. Em jogos semelhantes aos últimos, mas em outros tempos, o panorama seria completamente diferente. A torcida está sabendo o momento certo de apoiar e a maneira correta de criticar. Na excelente maré pela qual a Lusa passa, isso é importantíssimo.
É óbvio que toda essa “lua-de-mel” que vivem time e torcida não pode ser exagerada. Ao mesmo tempo em que tudo vem dando certo, em que mesmo sem convencer o apoio é irrestrito, a realidade não pode ser ignorada. Apontar algumas fragilidades no atual elenco e algumas sérias falhas nas últimas partidas é sim importante e até necessário. Mesmo porque, estamos em uma reta final de campeonato e por sabermos que o acesso é praticamente certo, há que se começar a planejar um time forte para o próximo ano na Série A. Enquanto comissão técnica, time e torcida fazem seu papel, a diretoria precisa fazer o dela. Ao mesmo tempo em que a torcida guarda sua euforia para o momento certo, ela guarda consigo esse pensamento de que um ótimo trabalho precisa ser feito. Aliás, já deveria estar sendo feito.
Não é porque o time faz uma campanha impecável que devemos pensar que, deste modo, faremos uma excelente Série A. Este foi nosso erro em 2008 e não pode se repetir agora. Assim como não podemos nos desfazer de peças importantes, como algumas revelações da base e o treinador, assim como fizemos quando subimos. Seja logo ou no decorrer do próximo ano. Portanto, não digo que já devemos ir discutindo esses assuntos, mas precisamos ir deixando tudo isto muito claro para que a diretoria vá fazendo a sua parte. Precisamos mesmo é comparecer em peso ao Canindé, levar de volta ao estádio os torcedores que há tempos que estão distantes do clube. Temos que comparecer, incentivar, apoiar, buscar o título junto com o time e comemorar este final de ano de forma única, já que esta campanha da Lusa é maravilhosa e, desde já, inesquecível.

O time está fazendo sua parte dentro de campo, a comissão técnica está fazendo a sua na beira do gramado, a torcida está desempenhando seu papel brilhantemente nas aequibancadas. Será que a diretoria já está fazendo sua parte para que a Lusa entre forte em 2012? Espero que sim. É assim que tem de ser. Cada um fazendo a sua parte por uma Portuguesa vencedora. Só para não deixar passar em branco.














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