Recado ao Gladiador: para ser ídolo tem que ter caráter
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Olá, estou começando um processo de atualização da lista que recebe as novidades do blog por e-mail. Se você deseja receber ou continuar recebendo, clique aqui e confirme seu cadastro. Obrigado!Confesso que como palmeirense essa passagem do Kléber me ensinou uma lição valiosa. Não basta beijar o escudo ou ganhar um título. O gladiador era querido, chegou com moral e custou uma fortuna. Valeu a pena? Não sei e não cabe a mim julgar, não neste post. Falo aqui agora sobre a postura do jogador, sobre o que ele representa em sua imagem atual.
Sei que comparar dois indivíduos nunca é justo, mas vamos falar aqui sobre duas pessoas que marcaram época e que jogaram na mesma posição. Falemos de Kléber e do Evair. Do Gladiador e do Matador. Kléber saiu quase que expulso do Palmeiras, talvez até pela mesma porta dos fundos abertas pelo Neto. O Evair saiu em 1999 após não ter o contrato renovado pela então diretoria do Alviverde.
No domingo houve aquela polêmica envolvendo o J30, sobre ele ter agredido a esposa. Se ela foi agredida ou não, isso é outra história, falo agora somente do que consta no boletim de ocorrência. No mesmo fim de semana Evair visitou a fundação Edmilson, em Taquaritinga.
Ninguém contesta o talento do agora jogador gremista, se fizesse isso seria um tremendo hipócrita, pois comemorei e exaltei sua contratação. O que quero dizer neste post é que o torcedor, principalmente eu, precisa ter mais cuidado com seus ídolos. Para mim agora não é somente uma questão de talento e sim de caráter, postura e de respeito. Eu não conheço uma única história ruim envolvendo o Evair. Conheço o jogador pessoalmente e posso dizer que ele é de um caráter excelente. Aliás, todos no futebol o conhecem e sabem do seu caráter irrepreensível. Será que é por isso que não colocam ele para tocar as categorias de base do Palmeiras? Vai que ele resolve corrigir, né?
Enfim, além de visitar a fundação Edmilson, o Evair possui também o Projeto Crescer. Se você não conhece, recomendo uma olhada. Evair jogou no Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Vasco e nunca fechou nenhuma porta, não brigou com ninguém. Um excelente caráter, igual ao Marcos, que nunca jogou em time que não o Palmeiras, mas mesmo assim é idolatrado por uma gama de torcedores.
Uma vez perguntei pro Evair porque ele nunca havia treinado o Palmeiras ou exercido cargo na comissão técnica, ai ele respondeu o seguinte: “Eu não vou usar o meu nome e nem a minha história para ganhar alguma coisa. O dia que o Palmeiras achar que eu mereço algo, eles vão me oferecer.”
São estas as figuras que precisam servir de orientação para os nossos torcedores. Nome na camisa de hoje em diante? Somente um: Sociedade Esportiva Palmeiras. Quem está dentro dela não importa. Não até fazer por merecer.














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