Mais do mesmo (com um pouco de pimenta)

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Se é jogo do Flu, tem que ter erro do juiz contra. Se é jogo do Flu, tem que ter falha da zaga. Em um jogo com mais do mesmo, o Fluminense derrotou ontem o Americano por 3×2. Mas a coisa poderia ter sido pior. Aliás, poderia ter sido bem pior caso na receita do jogo não tivesse pintado uma pimentinha tricolor. Tempero que pela primeira vez no ano fez ecoar o grito de “guerreiro… guerreiro…”.

Não sei quais são as medidas do Godofredo Cruz, mas quando começou o jogo, parecia ou que tinha jogador demais ou campo de menos. Sem espaço, os jogadores do Flu trombavam no do Americano e viam apenas o time de Campos chutar a gol (não necessariamente no gol). Em nossa primeira boa jogada, o zagueiro deita em cima do Wellington Nem e comete pênalti claro. Primeiro medo: o juiz não vai marcar. Mas, por bem, marcou. Eu tenho uma regra própria de só comemorar pênalti depois que a bola entra. Rafael Moura partiu meio estranho pra chutar a bola, mas colocou lá dentro. Fluzão 1×0. Aí o He-man atravessou o campo para abraçar o Abel (foto: Nelson Perez/Fluminense FC) com todos os outros jogadores. Essa comemoração aconteceu nos três gols, o que mostra que o elenco está fechado com o técnico, ameaçado ou não.

O juiz, a defesa e a pimenta

Fluminense se tranquilizando em campo e tudo ficando bem até que em uma jogada grotesca, o juiz Rodrigo Nunes expulsa Rafael Moura. Após receber uma falta não marcada, o He-man parou pra reclamar e quando viu a bola voltou para ele e ao tentar protegê-la, jogou seu corpo para trás abrindo os braços. Adalberto, zagueiro do Americano se joga no chão com a mão no rosto, como se tivesse sido atingido. Juizão vai lá e dá vermelho ao tricolor, que ainda tenta argumentar, mas sai de campo.

A coisa ficou feia em um escanteio a favor o Americano. Sem o homem de marcação na primeira trave (seria o Rafael Moura) Thiago Neves acabou desviando a bola pra trás e em um erro terrível de posicionamento, todo o sistema defensivo correu pra dentro da pequena área, deixando Marcos Felipe livre pra empatar. Fim de primeiro tempo e tricolores sem querer comentar a arbitragem, mas deixando aparecer a revolta.

No intervalo, o chef Abel colocou  a pimenta que faltava ao time e durante todo o segundo tempo o Flu correu e parecia jogar mais três ao invés de menos um. Dominou o Americano e em uma bola alçada na área, Thiago Neves fez 2×1 logo aos 4 minutos. Já sentindo as dores do esforço, Wellington Nem saiu de campo com câimbras, mas volta pra não deixar o Flu sem outro jogador e é premiado com o gol dos 3×1. Aí o jogo era todo do Flu. Até que o time sentiu mesmo o cansaço e apenas se defendeu nos últimos minutos. Foi aí que Leandro Euzébio falhou novamente ao avaliar mal a altura da bola, deixando ela passar para o chute de Hugo. Fim de papo: Flu 3×2.

Valeu pelo esforço, pela garra e pela demonstração de união. O Fluminense que começou o ano como grande bicho-papão, hoje está humilde e brigador. Pode ser que agora sim se torne o que todos nós esperávamos.

Quem vem lá?

O time com pior campanha do estadual e principal candidato ao rebaixamento. Sem menosprezo, é obrigação tricolor vencer o Bangu. Para não termos outra temporada de treinos forçada, ainda temos que torcer pelo Vasco.

 

ST!

 

Em tempo:

- O zagueiro Adalberto do Americano voltou do intervalo e disse ao repórter da SPORTV que foi atingido no braço e caiu com a mão no rosto. Completou que isso é coisa do jogo, “nervosismo e tal”. E então, querem prova maior do erro? Como ele e o juiz não acontecerá nada enquanto o Rafael Moura cumpre suspensão? Gostei do que disse o Abel: “O que me falaram foi que ele não fez falta para ser expulso. Mas não vou falar mais de arbitragem. Que fale o Jorge Rabello, que entende tudo, que sabe de tudo. De tática, de presidência, entende tudo disso.

- Em um jogo fraquinho o Boca empatou fora de casa em 0×0 com o Zamora. O time da Venezuela até se animou em determinado momento, mas parecia com mais medo do Boca acordar do que qualquer outra coisa. O empate nos deu a liderança, mas lembrem que o segredo da Libertadores é vencer em casa e arrancar pontos fora.

- Enquanto surgem os nomes de Renato Gaúcho, Dunga e até de Felipão, eu ainda fico com Abel. Mesmo que o trabalho não esteja satisfatório, todos sabemos das possíveis consequências de uma troca agora. O grupo está fechado com ele e se dermos motivos de desavença entre tantas estrelas, sabemos o que pode acontecer.

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Sobre o blogueiro: Rods

Rods
Redator publicitário, amante do rock and roll e tricolor muito são, pois doente é quem não torce pelo Flu!

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