Justiça não tão cega

Justiça não tão cega

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A faixa que cobre os olhos da figura feminina que representa a justiça traz o significado de imparcialidade. Sim, a justiça deve ser cega para que sirva a todos de forma igual. Então o que acontece? Sejamos francos, o resultado foi injusto pois jogamos bem mais e o juiz foi injusto por “errar” ao menos em três lances capitais. Ficou mais difícil jogar, ficou mais difícil se classificar, ficou mais difícil se conformar.

Os primeiros cinco minutos foram deles e durante esse tempo temi presenciar um Flu perdido em campo. Mas com calma, o jogo foi dominado e assim prosseguiu até o fim do primeiro tempo. O Fluminense parecia que marcaria a qualquer momento, mas esbarrou em sua própria burocracia e aparente falta de vontade. O que marcou a primeira etapa foi o primeiro “erro” capital do juiz, a cotovelada covarde de Renato Abreu no Rafael Moura. Não interessa se ele não viu, pois o quarto árbitro relatou o fato que, porém, continuou ignorado.

Começa o segundo tempo e tudo permanece igual até que o volume de jogo tricolor começou a aumentar e com muita garra, Marquinho ganha jogada na direita, passa para Leandro Euzébio que em cruzamento perfeito coloca a bola na cabeça do Rafael Sóbis. Aí o Fluminense errou, pois deu campo para a mulambada. Em um lance infeliz de Carlinhos, eles empatam no bate-rebate.

Aí parecia que a estrela do Abel brilharia um pouco, pois em jogada do Souza, que entrou no lugar do Diguinho, a bola foi parar na cabeça de Lanzini, que entrou no lugar do Deco, para marcar. Mesmo com os mulambos em desespero, o Flu ainda era dono do jogo, mas aí veio o segundo erro capital do juiz. Correndo pelo meio, o jogador quis chutar a bola, mas foi desarmado pelo Lanzini. Acontece que a boca coçou e o apito tocou. Segundo “erro”. Na batida, para o nosso azar, a bola bateu  no travessão, depois nas costas do Cavalieri e entrou.

Novamente o Fluminense foi pra cima para tentar retomar a vantagem. Em um escanteio pela esquerda, Márcio Rosário sofre um pênalti claro. Porém, a arbitragem achou que seria mais apropriado cometer seu terceiro “erro” capital. No contra-ataque sofremos a virada. A partir daí, o juizão feliz da vida, expulsou o Abel e o Souza enquanto esperava poder terminar o jogo e ir pra casa comemorar.

É incrível como toda e qualquer reclamação virou “chororô” para aqueles que se acham vencedores. Poucos se importam com a seriedade que a arbitragem deve apresentar e o resto bate palma enquanto ganha, mas ousa reclamar da CBF. Um bandido apontando para o outro.

Mais uma vez o Fluminense é campeão em pontos perdidos por “erros” de arbitragem. É obrigação tricolor superar os adversários, superar os juizes, superar a cartolagem e superar a si mesmo. Mas mulambos, gambás e ratos com seus largos sorrisos irônicos nunca verão o Flu cair sem lutar ou morrer sem ser de pé.

Quem vem lá?

Coritiba animado após vencer o Grêmio. Quinta-feira, às 20:30 no Engenhão nossa missão tricolor é mostrar que estamos com o time.

 

ST!

 

Em tempo:

- Rafael Moura nada jogou.

- Não é à toa que o Rafael Sóbis relembrou a roubalheira que sofreu em 2005 naquele jogo entre Internacional e Corinthians.

- Está na hora da diretoria ser mais enfática em relação aos “erros” contra o Flu. Eis os nomes: Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ) Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Lilian Fernandes Bruno (RJ).

- No Twitter torcedores apontaram alguns jogadores de Xerém que comemoraram publicamente a vitória mulamba. Multar, expulsar ou não fazer nada?

- Não alimento qualquer rivalidade que não seja saudável. Deixo claro que conheço bons torcedores e maus torcedores de todos os times, porém é muito chato presenciar o que alguns falam e escrevem, principalmente quando não tem argumento.

Comente:

  • http://www.pontape.net/vasco Rogério Pereira [Visitante]

    Esse juiz deve ter apitado o jogo com uma cueca autografada pelo Ronaldinho Gaúcho.

  • http://www.alugueldesom.com Julio Hochstatter [Visitante]

    Acho que deveria haver punição para cenografia pois os gramados estão cheios de jogadores que são grandes atores, simulando faltas e agressões que nunca existiram, e o jogo de ontem foi pontuado dessas atuações cênicas.

  • http://peppermans.blogspot.com/ DomRafa [Visitante]

    Não sei se é macumba, falta de sorte, roubalheira de juiz mas, da mesma forma que o Fluminense opera milagres nos fins de jogo (não foi o caso dessa vez), o Flamengo tem um dom de virar a maré. Basta ver o resultado do clássico. Quando vi o empate, já fiquei apavorado. E não eu outra. Vimos escapar a chance de, no mínimo, continuar ali na mesma posição. Rezar pelos guerreiros nos outros jogos agora…

  • Rods [Membro]

    Pois é, fica complicado demais assim. Clássico não pode ter juiz caseiro e técnicos das categorias de base tem que parar de ensinar o cai-cai e a porrada “sem querer”.

    Vamos seguir torcendo, que ainda dá! Afinal, é contra todos que jogamos melhor.

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Sobre o blogueiro: Rods

Rods
Redator publicitário, amante do rock and roll e tricolor muito são, pois doente é quem não torce pelo Flu!

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