Excelente vitória, péssimo futebol
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Nós tricolores acordamos no domingo com aquela sensação de obrigação. Tínhamos que fazer alguma coisa, mas o que era? Ah sim, vencer o Palmeiras às 16h. Não vencer significaria descolar do grupo principal e ser pressionado por Figueirense e Internacional (como agora acontece com o São Paulo). A previsão de como seria jogo no Canindé era meio nebulosa. No meio de tantos problemas, eles iriam engrossar ou se desinteressar? Essa era a dúvida.
Passou a manhã, passou o almoço e agora era o Flu em campo. Abel voltou atrás, decidiu deixar o Lanzini no banco e entrou com Valência e Fernando Bobo. Ainda assim, o Fluminense se impôs e parecia que o Palmeiras estava ali apenas esperando o campeonato passar. Carlinhos, que esteve até bem em campo, foi até a linha de fundo para cruzar na cabeça de Fred. Logo aos 9 minutos de jogo, Fluzão 1×0, com direito a lambada. Aí veio aquela sensação que iríamos golear, mas naquela pressão “meia-bomba” nós vimos o adversário igualar o jogo aos poucos. Rafael Sóbis mostrou mais uma vez que não rende muito quando começa jogando e perdeu três boas oportunidades. Fred também poderia ter aumentado no cruzamento rasteiro de Mariano, caso desse um carrinho.
Pediu? Então toma
Começa o segundo tempo e o Palmeiras resolve vir pra cima na base da raça. Mesmo antes de se machucar, Deco já estava cansado e não conseguiu manter o mesmo nível do primeiro tempo. Começamos a tomar um abafa e o Abel Braga ficou sem a mínima idéia do que fazer, a ponto de colocar o Diogo no lugar do tuga e tirar de vez qualquer criatividade do time. Aí passamos a pedir para levar um gol. Mas pedimos tanto que o juizão inventou um pênalti maluco causado pelo deslocamento de ar. Valdívia não deu chance para o Diego Cavalieri e empatou. E agora? Pensou Abel. Agora coloca Lanzini e Martinuccio.
Por muita sorte, em um chutão de Márcio Rosário, a bola foi parar na ponta esquerda com o Martinuccio, que cruzou de qualquer jeito e encontrou a sola do pé do Fred na entrada da pequena àrea. Flu 2×1, com direito a mais lambada para o parceiro Leandrinho (?!). Sem dúvida, nosso capitão está em fase iluminada. Se for por causa das aulas de dança, por favor não pare!
Vocês bem sabem que é difícil me ver falando mal do Abelão, mas ontem ele estava em um dia bem ruim. Não quis ir pra frente quando pôde, se acovardou, expôs o time e jogou os garotos na fogueira. Por bem, deu tudo certo. Mas passou da hora de fazer o que se fala, sem essa de “eu não esperava que fosse tão bom”.
Quem vem lá?
O desesperado galo mineiro que tá doido pra puxar o rival Cruzeiro pra baixo. O jogo é sábado, às 18h no Engenhão e a responsabilidade de vitória é toda do Flu. Simplesmente não dá pra repetir o script do primeiro jogo. Não teremos Fred e Marquinho, mas dá pra deixar o time certinho sem inventar. Excelente oportunidade para lançar Deco e Lanzini juntos.
São só quatro pontos! ST!
Em tempo:
- Quem já ouviu qualquer jogo pela Rádio Globo, sabe quem é ou ao menos ouviu falar do Rafael Marques. Ele foi internado com uma pneumonia, mas sofreu infecção no pulmão e nos rins, o que o levou a um quadro de coma induzido. As última informações são de que seu estado, apesar de grave, é estável e em progressão. Fica aqui a minha torcida e do Pontapé pela sua melhora.
- O programa Tricolor em Toda Terra ainda está engatinhando, mas tem tudo pra dar muito certo. Seu sucesso vai caminhar junto com o do time. Brasília e Espírito Santo seriam ótimas praças.
- Os quatro cariocas na Libertadores? Seria bem intetessante. Aposto que mudariam as regras do campeonato carioca para favorecer a turma em viagem pela América. E talvez o melhor disso, seja a possibilidade do gigantesco cala a boca na imprensa paulista e afins.














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