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Os tricolores que conseguiram entrar no Engenhão ainda antes do jogo começar ou aqueles que por algum tipo de “milagre” conseguiram ver pela televisão, puderam assistir um futebol fantástico, com velocidade, vontade, toque rápidos e muita emoção. Isso durou exatos cinco minutos e, assim como nas últimas apresentações, o Fluminense mostrou o seu melhor no comecinho do jogo, para se tornar abóbora e continuar assim até o fim da partida.

O gol do Fred (foto: Nelson Perez/Fluminense FC) aos 2 minutos foi nosso ápice. Entre as arquibancadas e pelas redes sociais só se falava em uma nova goleada. A frase mais ouvida foi “se continuar assim, vai meter um atrás do outro”. A euforia instantânea só serviu para que a queda fosse mais dura. O ataque errava, o meio sumia, a defesa furava e a torcida se enervava. Os culpados começaram a ser apontados. Seria o preparador físico? Seria o Abel e a aparente ausência de esquema? Ainda não sabemos. Mas sabemos que queremos ver coisa melhor. Para mim a pior parte ficou para o final, beirando o ridículo, com torcida e jogadores pedindo o fim do jogo contra bem arrumado, porém mediano Arsenal de Sarandi.

O Abel está no papel dele de proteger seu comandados, mas fiquei surpreso com sua raiva contra as vaias. Será que a torcida vê um jogo diferente do dele? É o “efeito Fernando Bob”? Todos sabiam muito bem o que enfrentariam. Não adianta vir depois chamando a Libertadores de guerra, se não se prepararem pra ela. É time butineiro, é juiz ladrão, é torcida invadindo gramado e jogando coisas nos jogadores. Não basta carregar o título de guerreiros, tem que merecê-lo. Contra o Boca Jrs. será ainda pior e dependendo de como chegarmos na última rodada, o jogo da volta será o inferno.

Paciência, paciência e paciência

Feito o desabafo, a palavra de ordem para o Fluminense é paciência. Não adianta querer grandes mudanças agora. Por mais que fiquemos sem entender o que foi feito na pré-temporada, precisamos ter paciência com o elenco até ele se encaixar. Precisamos ter paciência com o Abel para que ele comece ao menos a fazer algumas experiência no time. Por fim, o time tem que aprender a ter paciência, pois com toda a experiência que nossos jogadores possuem, não se pode tolerar tamanho nervosismo.

Arbitragem paraguaia

A brincadeira óbvia fica em chamar o trio de falsificado, mas fica a dúvida: eles são muito ruins ou muito tendenciosos? Ou ainda, seriam ruins e tendenciosos? Os erros foram inúmeros e quase todos contra o Fluminense. Entre marcação de faltas, vantagens e cartões os erros com certeza ultrapassaram 60%. É incrível como os hispânicos se unem contra os brasileiros. Mas isso faz parte da tal guerra. Tanto na Libertadores quanto na Sulamericana, é assim que a banda toca. Como enfrentar a arbitragem deve fazer parte dos treinamento.

Atuações

Como já sabem, não costumo avaliar jogador a jogador, mas com a estreia da Libertadores, aqui vai a minha impressão.

Cavalieri: muito inseguro, não sai nas jogadas e não consegue colocar a bola em jogo em menos de 10 segundos. Não sei o que se passa com ele, mas pelas últimas atuações está pior que o Berna.

Bruno: sentiu a camisa e sentiu a estreia. Muito abaixo do que pode fazer e do que a torcida espera. Sorte dele que o Wallace está machucado e fora da Libertadores.

Leandro Euzébio: o que acontece com ele? Briga com companheiro, faz cara feia pra torcida e imprensa, agride adversário no fim do jogo. Precisa de acompanhamento.

Anderson: falha aqui, conserta ali e passa quase despercebido no jogo. Se não mostrar personalidade e a vontade que anunciou ter, sua vida ficará difícil. Mais um que sentiu a pressão.

Carlinhos: foi fantástico na jogada do gol, mas depois disso errou, errou e errou. Continua preguiçoso e desatento. Teve que ouvir os pedidos da torcida pelo Carleto.

Edinho: esteve bem quando tentava ajudar o ataque, mas cometeu vários erros bobos. Precisa melhorar a movimentação e ganhar agilidade.

Diguinho: em sua defesa, só posso dizer que acaba jogo, começar jogo, ele é o coração do time. Todas as bolas passam por ele. Todo ataque e toda defesa começam com ele. É por isso que erra tanto e ouviu vaias. Não pode ter tanta responsabilidade.

Wagner: minha maior decepção. Ele é um craque, mas precisa mostrar isso. Tem se mostrado nulo em campo, mais errando que acertando e não arriscando nenhuma jogada. Na hora achei completamente injusto, mas vendo hoje na TV, percebo que ele merecia um amarelo e acabou levando o vermelho porque o argentino levou.

Deco: neste ano, o tuga tricolor é o nosso melhor jogador. Errou alguns passes, mas esteve muito bem enquanto aguentou (o cansaço, a virose e as porradas).

Rafael Sóbis: o mesmo desde que chegou, muito esforço, muita correria e pouco futebol. Tem que ir pro banco e ficar como opção.

Fred: fez seu primeiro gol e correu muito mais do que o costume. Podia ter feito o segundo gol e nos garantir um jogo mais tranquilo, mas ganha perdão por ter sido nosso melhor zagueiro.

Thiago Neves: teve seu nome gritado pela torcida e entrou em campo como possível salvador da lavoura. Mostrou vontade, mas ainda não está pronto.

Wellington Nem: correu, tentou, mas suas chances de fazer algo foram diminuídas pela má atuação da arbitragem que insistia em transformar jogadas normais em faltas.

Digão: entrou pra recompor a defesa e , salvo engano, só deu uma cabeçada pra cima. Para pavor dos torcedores, deve jogar contra o Boca.

Para o tricolor otimista, fica o pensamento de que se vencermos todas por 1×0, seremos campeões.

Pequeno tricolor que estava à minha frente na arquibancada. Espero que seja um predestinado.

 

Quem vem lá?

Teremos que acelerar nossa preparação para podermos enfrentar o Vasco. Como é um clássico, eis nossa grande chance de alavancar nosso futebol.

 

ST!

 

 

 

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Sobre o blogueiro: Rods

Rods
Redator publicitário, amante do rock and roll e tricolor muito são, pois doente é quem não torce pelo Flu!

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