Ronaldo deixa o futebol com uma mancha no currículo
Ele tem 34 anos, contratos milionários de patrocínio, prestígio em grande parte do planeta. Foi três vezes o melhor jogador do mundo e possui o titulo do maior artilheiro das copas, com 15 gols. É amado por torcedores de grandes rivais na Itália e Espanha. Falta alguma coisa? Sim.
Ronaldo Nazário é carioca e desde criança torcedor do Flamengo. Tinha a cara do clube. Aposentou-se nesta segunda-feira com uma grande mancha no vasto currículo: a de não ter atuado pelo clube de coração e o de maior torcida do Brasil.
No Flamengo, o Fenômeno seria feliz. Sem o peso da obrigação em conquistar título nenhum. Seria um casamento de lua-de-mel eterna. Ronaldo não teve a experiência de entrar no Maracanã lotado, com mais de 80 mil gritando seu nome. Fez o contrario. Sujou seu prestigio com a maior do Brasil ao treinar por alguns dias na Gávea e assinar contrato com o Corinthians. Transformou-se em traíra, gordo e ingrato. É o futebol.
Hoje ao acompanharem a coletiva em que Nazário anunciou o fim da carreira, muitos rubro-negros agiram com indiferença. Não lamentaram o fim do atleta, já visível por sua fase decadente dentro dos campos, mas a falta de comprometimento com a entidade maior do futebol a quem, por diversas vezes, declarou amor. A decisão foi dele. O Flamengo é maior que tudo e todos.
A frase que melhor retrata o momento foi dita no twitter, por Marcio Ribeiro (@marcioribeiro_), assessor de imprensa: “Hoje o Ronaldo se aposenta. O Fenômeno já parou há tempos”. Já vai tarde Ronaldo!














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