Antes da hora não se brinca.

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A sorbeba, aquele sentimento ruim e arrogante, nos leva a ter um sentimento de superioridade irreal e que só nos prejudica. Se somos superiores, nem precisamos de toda nossa capacidade de vencer e etc etc etc parábola da corrida entre o coelho e a tartaruga etc etc etc.

Esse sentimento, geralmente inflacionado por um escritor mulambento e que é repetido feito cosplay por outros de menos nome, só cria uma ilusão de que o mundo é lindo, perfeito e que o mundo sempre esteve na normalidade. Basta uma derrota e pronto. O time não é mais aquele, a crise se instaura e novos problemas surgem. Não, os problemas já estavam lá, nós é que – arrogantes e vomitando verdades – não tinhamos a humildade de enxergar. E agora, após uma derrota, os problemas vem com juros, cobrando o preço de não ter recebido a atenção especial. Mas ainda bem que hoje derrota e Botafogo não combinam. Foi o lado vascaíno em nome do título da Copa do Brasil e a tal história do Trem Bala da Colina que entrou de salto alto, com o jogo ganho. Aliás, cabe aqui questionar o que o Vasco foi fazer lançando uma camisa na CENTRAL DO BRASIL, quando aquilo li está muito longe de ser considerado um trem bala. Prenúncio da ilusão? Talvez.

O Botafogo é o novo Barcelona? Claro que não. Assim como o Botafogo não era o novo São Caetano quando perdeu para o Figuerense. Nós temos esse pegada de “ou é o céu ou é o inferno” e não entendemos muito bem essa coisa de purgatório. Mas o fato é que o nosso Glorioso é um time que tem um meio campo ofensivo capaz de complicar qualquer partida dessa série A. Perdeu para o Corinthians em casa no que deveriam ser 3 pontos no planejamento? Beleza, perdeu, mas achou os mesmos três pontos na vitória contra o Cruzeiro. Perdeu para o Figuenrense fora de casa quando deveria empatar, mas o Elkesson fez o Rogério Ceninha engolir um peru. Não dá para cruxificar e não dá para exaltar.

Só dá para dizer uma coisa: Sim, é possível acreditar. Esse time merece que não paremos de acreditar tão facilmente.

Sobre o jogo, queria deixar aqui registrado a importância que o camisa 6 vem adquirindo no esquema de Caio Júnior. Desarmou bem, deu um passe cirúrgico na jogada do segundo gol e de certa forma cavou a expulsão do Diego Souza. Rapaz que até o começo do ano pegava o Japeri lotado para trainar no Nova Iguaçu e que essa semana se casou. Em vez de toda a paalhaçada da pompa de festão em casa de festas requisitadas, foi lá e casou numa lanchonete fast-food. Fica aqui os meus parabéns pela coragem de encarar os risos e as gargalhadas dos detratores por esse lindo gesto.

Saudações Alvinegras!

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Sobre o blogueiro: Lucas

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